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Cerca de 120 obras já estão paralisadas, diz Sitricom

Atualizado em 18/01/2012 - 08:47 h
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Operários mantém movimento na Capital Operários mantém movimento na Capital (Foto: acessepiaui)
A greve dos trabalhadores da construção civil teve início na segunda-feira (16), após ter sido decidida em assembléia geral. Na manhã de ontem, Cerca de 10 mil operários deixaram as construções para protestar por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

A categoria se concentrou à frente do canteiro de obras do Teresina Shopping e de lá planejam sair em caminhada até o centro da cidade. Com faixas, carro de som e gritos de protestos, os operários repetiam que são irão aceitar o reajuste, se o mesmo for de 19%.

O piso de um trabalhador da construção civil hoje é de R$ 800,00. Com o reajuste a categoria quer que ele alcance os R$960.

“Começamos a luta em novembro de 2011. Essa foi à última vez que a classe patronal conversou com os trabalhadores e apresentou a contra proposta de 6,7%. Se não aceitamos da primeira vez, não vamos aceitar agora” disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção (SINTRICOM), Raimundo Nonato Ibiapina.

Além do reajuste os operários pedem participação nos lucros, vale transporte, plano de saúde e um ferido do dia estadual dos trabalhadores da construção civil para o dia 20 de setembro.

Ibiapina informou ainda que em dois dias de paralisação a adesão já é de 85% e que os trabalhadores estão se juntando a manifestação livremente para lutarem pelos seus direitos. “Não estamos obrigando ninguém a se juntar ao movimento. Todos querem uma condição de trabalho mais justo” disse o presidente do Sintricon.

Andrade Junior, vice-presidente do sindicato da Indústria da Construção civil (SINDUSCONT), afirma que foi apresentada uma proposta para os trabalhadores de 6,7% podendo chegar até 9% mais que os mesmos insistem em permanecer irredutíveis. Andrade disse ainda que a categoria está se excedendo para obrigar os operarios a aderir ao movimento.

“Mostramos a nossa situação para eles, que não temos a mínima condição de conceder este reajuste tão alto, mas a classe não quer dialogar além de cometerem excessos para conseguir uma maior adesão. Eles não podem esquecer que obra parada já nos causa um tremendo prejuízo” disse Andrade.


Fonte: acessepiaui  |  Editor: Orlando Portela

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