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Desordem

Deliquência juvenil e vandalismo em nome da 'causa'

Atualizado em 06/01/2012 - 17:57 h
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Quem acompanha os protestos no Centro de Teresina, mesmo que pela TV, portais e jornais, percebe claramente que por trás da suposta causa – o aumento do preço da passagem de R$ 1,90 para R$ 2,10 e a cobrança da meia passagem no segundo percurso de linhas integradas – existe a intenção deliberada de uma pequena minoria de agredir a sociedade da qual faz parte, de afrontar, e até desmoralizar, o poder da autoridade. Sem mencionar os “interesses” outros que há por baixo dos panos. Em ano de eleição, tudo que puder ser orquestrado será para se alcançar o poder.

Guerra urbana

Misturados aos estudantes bem intencionados, que de cara limpa foram às ruas legitimamente reclamar seus direitos, “mascarados” exaltados, delinqüentes agressivos até com os “companheiros” de protesto, aproveitam para destruir o patrimônio alheio em nome da “causa”.

Aumento de efetivo


"Nesses casos, vamos utilizar todo o aparato que temos: spray de pimenta, gás lacrimogenio e bala de borracha. Estamos amparados pela lei", avisou o comandante-geral da PM, coronel Rubens Pereira. Hoje, serão 300 homens nas ruas para garantir a ordem pública.

Polícia na cola

Esses caras, os arruaceiros, sabem que estão sendo monitorados. A inteligência das policias Militar, Civil e Federal tem fotos dos cinco dias de protesto e já identificou cada um dos baderneiros, inclusive os (ir) responsáveis que incendiaram mais um ônibus na capital do Piauí.

Cadê a coragem?

“Estamos nos protegendo porque depois eles podem vir atrás da gente", disse um anônimo a O DIA, escondido por atrás de uma camiseta preta. Podem não, eles vão mesmo, criança, pode esperar. É crime o que você está fazendo há cinco dias na capital, sem que as autoridades mostrem que a lei e a ordem estão acima de qualquer vontade, inclusive da sua vingança insana, contra quem não se sabe.

Direito constitucional

O Ministério Público, a OAB-PI também precisam ficar “espertos”. Chamar de manifestação pacifica atos de vandalismo que vêm se repetindo desde segunda-feira (02) na Avenida Frei Serafim e outras vias do Centro é querer tapar o sol com peneira. Protestar é uma coisa, autoridade. Impedir o direito de ir e vir das outras pessoas, é, no mínimo, afrontar a Constituição Federal.

Punição à truculência

Se houve excessos de parte da Polícia Militar, que os PM truculentos sejam punidos. Os anos de chumbo acabaram. Porém, é barra receber insulto, empurrão até pedrada, como se nada estivesse acontecendo... dar o outro lado da cara para bater. Os estudantes mais do que ninguém sabem, e a Física ensina, que para toda ação há uma reação. Resta saber quem agrediu primeiro? E quem revidou também errou.

Mau uso da net

Perdão aos nossos seis leitores. A coluna abre espaço para discutir esse tema por entender que não dá pra assistir calado, como se não fosse com a gente, a desordem sendo incitada nas redes sociais toda vez que uma meia dúzia se acha no direito de bloquear o tráfego na Avenida Frei Serafim e prejudicar milhares de usuários de ônibus, que têm que chegar ao seu destino.

O homem e a razão

Existem formas e formas de chamar a atenção da sociedade, de obrigar o poder público a respeitar a vontade da maioria e barrar os abusos cometidos há décadas por uma casta privilegiada na capital. Queimar ônibus, convenhamos, é selvageria.

Bilhete único

A prefeitura de Teresina já admite a adoção do bilhete único para a integração de linhas no transporte coletivo urbano de passageiros. O prefeito Elmano Férrer determinou à Strans (Superintendência de Transporte) o planejamento para implantação, o mais urgente, do bilhete único, com a passagem de R$ 2,10 valendo para duas viagens em um determinado intervalo de tempo. O passageiro hoje paga uma passagem e meia em dois percursos com linhas integradas.

Conta do vandalismo

Pelas contas do vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut), Marcelino Lopes, mais de 20 veículos foram depredados – tiveram os vidros quebrados, pneus furados, lataria pichada – por delinquentes usando máscaras e camisetas pretas para cobrir o rosto. Marcelino foi à Secretaria de Segurança nesta sexta-feira (06) pedir segurança para motoristas, cobrados e fiscais, principalmente para os usuários dos ônibus.

Prejuízo multiplicado

“Foram mais de dez ônibus depredados, fora um que foi incendiado. Os prejuízos são grandes. Um ônibus custa 280 mil e 98% das nossas linhas foram impedidas de circular... Viemos buscar o reforço da Segurança, não só para os funcionários, mas também para os nossos usuários. Até agora não teve ninguém ferido, mas caso tenha, a responsabilidade cairá sobre nós”, disse Marcelino Lopes.
 

Sobre a coluna "Pinceladas" O jornalista Paulo Pincel escreve sobre todos os assuntos. Você pode colaborar enviando fotos, informações, sugestões e comentários. E-mail para o colunista: paulopincel2011@globo.com.

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