O município de São João da Serra, acerca de 129 Km da capital Teresina, sacrificou 21 eqüinos portadores de Anemia Infecciosa Eqüina (AIE). Os animais fariam parte das apresentações da Terceira Vaquejada do município. Os animais passaram por exames laboratoriais e foi constatada a doença, e por essa razão, o sacrifício foi obrigatório, seguindo as Leis sanitárias.
Imagem: Adapi
Os exames laboratoriais são exigidos por Lei para os animais que participam de eventos agropecuários, tais como Feiras, exposições, vaquejadas e cavalagadas. Segundo o Médico Veterinário José Elias Batista, Coordenador da USAV de Castelo do Piauí, há uma incidência muito grande da Anemia Infecciosa Eqüina na região. No município de São Miguel do Tapuio também foram sacrificados 3 (três) animais com a doença na mesma semana, e há cerca de dois anos o município de Castelo do Piauí sacrificou vários animais com a doença.
“Muitos criadores estão comprando animais por um preço baixo e sem a exigência dos atestados sanitários, o que significa o risco de obtenção de animais doentes. Depois de algum tempo, começam a manifestar os sintomas, quando já contaminaram outros”, disse José Elias.
Os animais portadores de Anemia Infecciosa Eqüina precisam ser isolados sacrificados, incinerados e enterrados em locais apropriados e com a presença dos Médicos Veterinários Oficiais que estejam devidamente preparados.
Imagem: Adapi
A ADAPI faz a prevenção das doenças de eqüinos por meio da realização do Controle de Trânsito de eqüinos, exigência de exames de diagnóstico negativo para Anemia Infecciosa e Mormo e por meio do sacrifício de animais doentes, além de interdição de propriedades e saneamento de focos.
Segundo José Elias, a participação da Prefeitura Municipal de São João da Serra foi importante para o sacrifício dos animais, pois a mesma forneceu uma retroescavadeira para a abertura da vala para o saneamento dos animais. “A parceria da Prefeitura auxiliou nosso trabalho e solucionou um grave problema de saúde que afetaria a outros animais, causando perdas econômicas”, acrescentou.
O Brasil possui o terceiro maior rebanho do mundo, é um dos maiores exportadores de carne eqüina e o setor gera mais de 3 (três) milhões de empregos. A criação de eqüídeos constitui-se hoje, uma importante atividade com excelente oportunidade de negócios, principalmente para os criadores que cuidam da saúde dos animais.
“Realizamos campanhas educativas para despertar a sensibilização dos criadores sobre a importância dos exames dos animais e os riscos de se comprar animais portadores assintomáticos da doença. Muitos criadores se recusam a fazer o exame por terem receio do resultado e de terem que sacrificar seus animais”, enfatizou José Elias.
“O criador hoje está mais consciente, devido às ações de fiscalização da ADAPI, ou seja, ele vem se preocupando com as perdas dos animais, o que acarreta perdas econômicas para o seu negócio”, acrescentou o Coordenador do Programa Estadual de Sanidade dos Equinos, Agrícola Borges Neto.
PRINCIPAIS SINTOMAS DA DOENÇA:
• Febre alta;
• Fraqueza Progressiva;
• Anemia;
• Perda de apetite;
• Inchaço nas canelas, barriga e peito;
• Icterícia ou amarelão;
• Sonolência;
• Andar Cambaleante
O QUE SÃO PORTADORES ASSINTOMÁTICOS:
São animais doentes e que não apresentam sintomas, mesmo assim, contaminam animais saudáveis e espalham a doença.
O QUE FAZER PARA EVITAR A ANEMIA INFECCIOSA EQUINA
• Adquirir somente animais com exames negativos para esta doença;
• Realizar exames sorológicos a cada 60 dias para manter o controle da doença;
• Evitar esporas e materiais usados em outros animais;
• Utilizar uma agulha descartável para cada animal na medicação e coleta de sangue;
• Participar somente de eventos agropecuários fiscalizados;
• Notificar qualquer suspeita de doença para a ADAPI.
COMO TRATAR A ANEMIA INFECICIOSA EQUINA
Não existe tratamento ou vacina.