Começar a competição de judô ganhando um ouro e um bronze não tem preço. Mas o prêmio por cada medalha conquistada na modalidade já está estabelecido e foi divulgado hoje pelo presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Paulo Wanderley. Com o apoio de um dos patrocinadores da entidade e usando por critério as premiações pagas no Mundial de Judô, os valores serão de R$ 50 mil pelo ouro, R$ 30 mil pela prata e R$ 10 mil pelo bronze. Os ligeiros Sarah Menezes, medalhista de ouro, e Felipe Kitadai, que ficou com o bronze no sábado, serão os primeiros beneficiados. E, segundo o dirigente, o valor independe do número de medalhas que o judô vier a conquistar até o dia 3, quando acontece a disputa dos pesados. Os cheques da premiação serão pagos na volta ao Brasil, num evento promovido pelo patrocinador.
- A gente tomou como parâmetro o Mundial, que paga US$ 1,5 mil pelo bronze, US$ 3 mil pela prata e US$ 5 mil pelo ouro. Então, vamos dar três vezes mais em reais pela prata e pelo bronze olímpico e cinco vezes mais pelo ouro - afirmou.
Os judocas brasileiros estão recebendo o valor a que têm direito pela segunda metade dos R$ 1 milhão pagos pela classificação olímpica. Os primeiros R$ 500 mil já haviam sido depositados assim que a seleção confirmou seus 14 classificados e o restante quando dão entrada na Vila Olímpica, após deixaram Sheffield, onde a equipe se prepara.
Os próprios atletas definiram com a CBJ o critério de divisão, com faixas divididas por ranking e conquistas durante o ciclo olímpico, além do histórico em Mundiais e nos Jogos. Quem ganhou menos levou R$ 37 mil. Os dois mais bem pagos, obviamente, foram os líderes do ranking olímpico, Leandro Guilheiro e Mayra Aguiar, com R$ 100 mil, cada.