MANIPULAÇÃO

A mídia e o estado espalham medo para manter o povo subjugado e dominado

O medo é uma dos melhores métodos para manter o povo alienado, quieto e sob controle dos poderosos


Meios de comunicação são usados para manipulação

Meios de comunicação são usados para manipulação Foto: Montagem Piauí Hoje

A maioria da representação da imprensa brasileira é uma das mais canalhas, venais e virulentas do mundo. Atualmente, com sua usual manipulação, submete os brasileiros a viver sob o medo, o medo de tudo, para facilitar a dominação do povo por seus patrocinadores. E faz tudo em parceria com os poderes do estado brasileiro.

O estardalhaço que a mídia está fazendo sobre o novo Coronavírus, que se espalhou a partir da China, é um crime, um ataque à soberania, uma farsa, uma ignorância. Mas é um bom exemplo de como ela age.

A mídia sabe que não há um só caso do vírus confirmado no Brasil. Sabe também que apesar da facilidade de contaminação, o vírus tem baixo índice de letalidade (2%) e é tratado com antibióticos e analgésicos. Mas faz uma campanha de guerra.

Tudo o que mídia vem fazendo no país é só para desviar a atenção do povo sobre os grave problemas que o país enfrenta e do desastre que é até aqui a gestão de Jair Bolsonaro.

A ordem é manter a população sob o império do medo, sobretudo as camadas mais desinformados e os analfabetos funcionais.

O obscurantismo da mídia de direita não é uma série de deslizes, falhas ou erros. É um projeto muito bem elaborado, com modos de execução, agenda e metas para longo prazo. É tudo muito bem planejado.

Nesse projeto, o papel da mídia é criar o pânico para, em seguida, mostrar o que considera ser a solução, geralmente apoiando o discurso e as ações de um populista e demagogo que pode manipular a qualquer momento para defender seus interesses.

Foi assim na corrida presidencial de 2018. Pra chegar ao poder, a mídia, em parceria com boa parte do Judiciário, impediu a candidatura do líder nas pesquisas, o ex-presidente Lula, e facilitou a disputa em favor de Jair Bolsonaro.

Nos últimos 30 anos, a mídia, liderada pela Globo, criou seus inimigos, perseguiu e montou até teatro para incriminar a esquerda, como no sequestro do empresário Abílio Dinuz, em 1989, e sobre a tal facada em Bolsonaro, em 2018. Tudo uma farça, na qual a maioria dos brasileiros acreditou e se transformou em plateia.

Atualmente, o medo que se impõe com o Coronavírus é o mesmo que leva aos trabalhadores aceitarem a falácia de que é melhor ter trabalho que direitos; que é melhor se aposentar mais velho e contribuir mais para o governo para o país não falir.

A mídia ajudou a criar no Brasil uma sociedade cega e alienada, que aceita qualquer emprego, qualquer educação, qualquer saúde e qualquer destino.

A gasolina, o gás, o diesel, os alimentos e os serviços, aumentaram de preço, mas a mídia segue o discurso do Bolsonaro, para quem tudo é culpa dos governos anteriores ou de fatores externos, como repetem sempre os ventrículos da Globo e suas irmãs.

A mídia transforma tudo que ocorre no Brasil em motivo para povo temer e viver no terror. Faz isso em relação às chuvas, às enchentes; também com a seca, com as queimadas, com a poluição dos rios e com os ricos das centenas de toneladas de óleo derramadas no mar.

A velha imprensa familiar toca o terror, faz alarde, mas não cobra punição aos criminosos da elite. Até hoje não se sabe o resultado das investigações do caso das manchas de óleo que chegaram às praias do Nordeste. Nenhum navio foi localizado e punido. A ideia mesmo, com todo alarde e ao vivo, era só atacar a Venezuela e fazer medo sobre uma guerra com aquele país.

Nada de sério. Nem a imprensa, a mídia e muito menos o Governo Bolsonaro leva nada a sério. É só mentira, perseguição, fake news e manipulação. Tudo para manter o povo com medo de tudo, isolado, trancado e sem reagir aos ataques a direitos. Criou uma sociedade calada e conformada com a miséria.

É uma vergonha o que a imprensa brasileira faz para proteger criminosos que manipulam o Judiciário, condenam sem provas, protegem milícias, fazem "rachadinhas" e que se tornam amigos e patrocinadores dessa imprensa ordinária.

É comum, no país, os programas de TV que expõe e ridicularizam presos pobres, negros e desamparados. Apresentadores desse tipo de programa até parecem ter orgasmo em humilhar, xingar, acusar e condenar os desamparados. São valentes diante dos pobres, mas ficam caladinhos quando é pra enfrentar ricos criminosos.

A mídia e seus parceiros transformaram a Constituição brasileira num livro de receitas modificadas. O conceito da tripartição de poderes virou uma invenção filosófica iluminista barata. Ao invés de se vigiarem, dormem abraçados e embarcam num emaranhado de corrupção em todo o país. Tudo em nome das novas velhas aristocracias.

A mídia familiar continua repetindo o bordão do "ordem e progresso", mas tem o menor respeito aos LGTB's; pisa na dignidade das mulheres, desumaniza os índios e cospe nos direitos dos pobres. O Brasil, em que seria "Deus acima de tudo", virou um "Deus nos acuda", mas nessa arca do dilúvio fake ela só salva a si mesma, seus donos e os ricos, claro.

O pior é que a maioria dos caras da mídia fazem isso "sem maldade". Eles assumem as vontade, os caprichos e o discurso do patrão. Se sentem os próprios donos do negócio e só descobrem que não o são quando levam um pé na bunda, como nos casos recentes de muita gente da Abri, da Veja e da própria Globo.

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Sobre a coluna

Luiz Brandão

Luiz Brandão

Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há mais de 35 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Atualmente é diretor de jornalismo do portal www.piauihoje.com

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