IMPUNIDADE

Justiça condena Aécio, FHC, Serra, Alckmin, Aluysio e outros tucanos

Apesar dos indícios, das denúncias, das robustas provas de corrupção e lavagem de dinheiro, todos continuam sem ser importunados pela Justiça


Aécio, FHC, Paulo, Serra, Alckmin e Aluysio: os inimputáveis

Aécio, FHC, Paulo, Serra, Alckmin e Aluysio: os inimputáveis Foto: Montagem Piauì Hoje

Por pura omissão, a Justiça brasileira está  condenando o ex-presidenciável, ex-governador, ex-senador e agora deputado federal Aécio Neves à liberdade e impunidade eternas. Por isso ele permanecer livre, leve e solto como seus correligionários Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Geraldo Alckmin e Aluysio Nunes Ferreira.

Apesar dos muitos indícios, das denúncias, investigações e das robustas provas de corrupção, lavagem de dinheiro e recebimento de propina, todos continuam inimputáveis e sem ser importunados pelas "autoridades".

Com essa omissão, que também chega ao Ministério Público Federal, eles também não são expostos às pautas pirotécnicas e ou midiáticas, como as que foram impostas pelo ex-juiz Sérgio Moro, hoje ministro de Bolsonaro, e seu parceiro da Lava Jato, o procurador Deltran Dallagnol, a outras pessoas, como ex-presidente Lula, por exemplo.

Alguns processos contra a Aécio e outros membros do bando dele são tão antigos que caducaram porque os crimes prescreveram e nada ocorreu. Algumas bundas sentaram sobre esses processos para que a impunimente desses tucanos se perpetuem até que o povo (um dia acontece) resolva fazer justiça com as próprias mãos.

Aécio é réu em pelo menos três processos por lavagem de dinheiro, corrupção, e formação de quadrilha. Pelo menos dois processos contra ele prescreveram sem julgamento.
Como ele, já foram denunciados outros tucanos famosos, mas esses nunca foram importunados pela Justiça. São acusados de corrupção e lavagem de dinheiro figuras  como FHC, Serra, Alckmin, Aluísio Nunes e Paulo Perto.

A Justiça que garante a impunidade e liberdade total de centenas de corruptos e propineiros é a mesma que decidiu manter o roteiro do golpe parlamentar que depôs a presidente Dilma Rousseff e fez do ex-presidente Lula Inácio Lula da Silva o primeiro preso político do Brasil após a chamada redemocratização do país, marcada pelo fim da ditadura militar.

CASO ARQUIVADO - Em decisão do dia 19 de setembro deste ano, sem julgar o mérito, Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que o processo contra os ex-governadores José Serra e Geraldo Alckmin, por suspeita de improbidade administrativa, deve ser extinto. 

Esse é só um exemplo do acontece com processos contra os tucanos. Eles eram acusados de negociar dívidas tributárias que prejudicariam os cofres públicos. Esse caso deixa muito clara a benevolência da Justiça para como os tucanos. O processo será arquivado sem sequer examinar o mérito do que o Ministério Público alegou.

Até no Supremo Tribunal Federal - STF, o tucano Aécio Neves, já teve processo arquivado por prescrição de prazo, o que seria um absurdo em qualquer país civilizado. A prescrição revela claramente a lentidão e ineficácia do Puder Judiciário, notadamente quando os réus são ricos e podem postergar ao máximo a decisão final dos processos judiciais.

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Sobre a coluna

Luiz Brandão

Luiz Brandão

Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há mais de 35 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Atualmente é diretor de jornalismo do portal www.piauihoje.com

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