ARTIGOS E OPINIÕES

A cidade sustentável

Essa digressão inicial é necessária para que a gente comece a fazer uma pergunta sobre Teresina


Cidades Sustentáveis

Cidades Sustentáveis Foto: Divulgação

Há um sem número de livros, muitos deles para o mundo acadêmico, falando sobre as cidades, que são um projeto humano que deu certo – mesmo com todos os problemas. O mundo como nós o conhecemos nasceu com a sedentarização dos seres humanos e o estabelecimento dos aglomerados que viriam a dar origem às cidades, em alguns casos há mais de seis mil anos.

Essa digressão inicial é necessária para que a gente comece a fazer uma pergunta sobre Teresina, que pode ser a mesma para cidades do mesmo porte, maiores ou menores: de que modo, em um futuro não muito distante, poderemos manter em nossa cidade uma boa qualidade de vida? Que medidas o poder público e cada um de nós poderá adotar, coletiva ou discricionariamente, para que a cidade se torne um espaço melhor para todos o que nela habitam.

Cada um de nós efetiva e rotineiramente poderá concorrer para tornar o espaço urbano um lugar melhor para todos. Um exemplo: se nós produzimos lixo, é nosso dever fazer com que os detritos tenham correta destinação, com esforços cotidianos para reuso e reciclagem.

O consumo responsável bem assim a correta destinação dos resíduos sólidos de todo dia são apenas alguns dos pontos possíveis para que a gente viva em cidades melhores, em um esforço que, devemos frisa, não é apenas do poder público, mas das pessoas e das empresas.

Esses rumos podem ser percebidos em uma excelente plataforma digital: o Programa Cidade Sustentáveis, que tem 212 cidades inscritas. No Piauí, somente Teresina, que se amolda a 12 eixos temáticos que devem ser seguidos com o objetivo que tornar o espaço urbano mais adequado.

Isso inclui medidas uma governança mais participativa, preservação dos ativos ambientais, economia solidária, planejamento voltado à sustentabilidade local, educação inclusiva e capaz de levar à sustentabilidade socioambiental, apoiar iniciativas econômicas criativas e que ocupem a mão de obra local, encarar o transporte como necessidade básica e até mesmo um fator determinante na saúde das pessoas, promover a qualidade de vida e interligar-se ao mundo em questões fundamentais, como a energia renovável.

São temas que parecem difíceis de entender, mas o fato é que se mais pessoas resolvem gastar menos energia ou usar energia solar em suas casas, ou ainda andar de bicicleta em vez de carro ou moto, as decisões delas refletem sobre o bem-estar global necessário à Humanidade.

Se e quando nós todos estivemos movidos no rumo de construir uma cidade melhor, capaz de produzir mais com menos gastos energéticos ou de gerar emprego e renda para os moradores, é claro que essa sustentabilidade local vai representar um ganho para todos – e não somente aos que residem no âmbito de nossa cidade.


Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Procurador do Estado. Ex-Presidente da OAB-PI. Mestre em Direito pela UFPE. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

Fonte: Alvaro Mota

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Sobre a coluna

Álvaro Mota

Álvaro Mota

Procurador do Estado e mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Álvaro também é presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

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