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A esperança está no horizonte

Olhar para o futuro com confiança, assim, é muito mais do que um desejo construído sobre bases inexistentes


Arar

Arar Foto: Divulgação

Uma sabedoria popular nos ensina desde cedo ser a esperança a última que morre. É uma frase otimista que nos cabe sempre repetir, por necessário e para que não percamos de vista a possibilidade não somente de haver dias melhores em futuro breve, mas de agirmos de modo próprio para fazer melhor o que está por vir.

Sou um esperançoso sempre. Nunca, jamais em tempo algum, haverei de perder a esperança de que, sim, podemos ter dias melhores. Porém, não sou resignado e isso me faz ser um esperançoso proativo, ou seja, eu não somente tenho esperança: eu trabalho para tornar realidade o que melhor espero de mim, das pessoas, do lugar onde vivo.

Neste sentido, eu quero sempre me guiar por um antigo ensinamento presente tanto na Bíblia quanto nas escrituras sagradas do judaísmo, no livro de Tiago: “A fé, se não se traduzir em obras, é morta em si mesma”. Com a esperança dá-se a mesma coisa. Não se deve apenas ter esperança, alimentar expectativas, sem que se trabalhe no rumo de consolidar aquilo o que se espera ocorrer.

Um agricultor que desde dezembro ara a terra e lançou sempre ela as sementes aguardando a chuva que vem para fazer brotar a planta, ajudá-la a crescer, viçar, florescer e frutificar é uma pessoa mais que esperançosa. Há nesse agricultor a concretude da esperança, porque ele agiu para que ao fim de um ciclo de água haja o que colher porque ele arou, semeou e cuidou de sua plantação.

Do mesmo modo com que um agricultor prepara sua terra e a cultiva, devemos nós agir para obter o melhor do ano que começa. Há um gigantesco espaço de tempo para agirmos de modo proativo. Há também uma infinidade de ações que podemos e devemos ter para a construção da esperança, não somente para uma expectativa oca.

Olhar para o futuro com confiança, assim, é muito mais do que um desejo construído sobre bases inexistentes. Tudo o que fizemos antes ou estamos fazendo no presente é que vai nortear o nosso futuro, transformar esperança em realidade. E como poderemos, então, ter uma esperança que se faça real? Bem, o futuro, diz outra sabedoria popular, a Deus pertence e não há certeza possível sobre ela, mas há uma possibilidade bastante razoável de que nossa esperança em um futuro melhor se torne uma realidade positiva se no passado e no presente agimos como o agricultor que cuidou bem da terra, semeou e se dedicou à sua lavoura.

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Sobre a coluna

Álvaro Mota

Álvaro Mota

Procurador do Estado e mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Álvaro também é presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

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