ECONOMIA

Energia renováveis

O Piauí está, por exemplo, quase todo na bacia do Parnaíba


Energia eólica

Energia eólica Foto: Divulgação

Faz pouco menos de 50 anos que uma usina de produção de energia hidráulica (Boa Esperança) se transformou em um dos marcos da renovação da economia e da sociedade piauiense – que de uma condição quase que totalmente rural, passou a ser também mais industrial e de serviços, sob o aspecto econômico, e mais urbana, sob a condição social.

Então, está a energia – ou a produção de energia – bastante afeitas às alterações em nosso Estado. Não é diferente no mundo: havendo fontes de energia, estabelecem-se as condições para mais produção do que quer que seja. É uma questão bastante simples, embora realmente envolva a partir dela uma grande complexidade.

Porém, o que nos importa por agora é olhar essa condição, qual seja, a de que como a produção de energia pode e deve alterar a nossa vida e a nossa sociedade em um futuro até breve.

O Piauí está, por exemplo, quase todo na bacia do Parnaíba. Essa foi uma das áreas de concessão para a prospecção de gás e petróleo. Até aqui os resultados não têm sido os melhores – seguindo as escavações para pesquisa em diversos pontos, do mesmo modo como existem estudos sobre o gás xisto.

Mas nos dois casos, os senões ambientais têm encontrado resistência, o que valoriza outro campo de produção de energia, este com desempenhos bem mais promissores: a geração eólica (dos ventos) e fotovoltaica (do sol).

No primeiro caso, o da produção de energia a partir dos ventos, o Piauí já é o quinto maior produtor brasileiro e tende a se consolidar em menos de cinco anos como o terceiro maior produtor do país – numa tendência crescente porque há estudos a indicar um potencial ainda não totalmente explorado.

Quanto à energia fotovoltaica, ainda não se tem uma exata dimensão do quanto se poderá produzir, mas é certo que um potencial tão grande quanto aquela gerada pelos ventos – e nos dois casos de fontes renováveis e, até onde se sabe, infinitas.

Ora, se temos hoje geradoras de energia em quantidade suficiente para abastecer o Estado e ainda um potencial não mensurável, mas bem grande para futura produção, o que nos parece conveniente é, na comparação com a abertura de Boa Esperança, admitir que temos pela frente tempos de muita esperança em progresso social e econômico, certamente baseado em mais produção agropastorial igualmente sustentável.

Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Procurador do Estado. Ex-Presidente da OAB-PI. Mestre em Direito pela UFPE. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

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Sobre a coluna

Álvaro Mota

Álvaro Mota

Procurador do Estado e mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Álvaro também é presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

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