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O Piauí que dá certo

Os dados sobre o crescimento de nossa economia divulgados na semana passada estão relacionados aos anos de 2017


Safra de soja

Safra de soja Foto: Reprodução

Os números do IBGE sobre as contas regionais do Piauí, divulgados na semana passada, indicam que o nosso estado registrou um crescimento de 7,7%. O número é surpreendentemente positivo e foi puxado pelo bom desempenho da produção de grãos na região do cerrado piauiense – onde estão cidades como Baixa Grande do Ribeiro, Bom Jesus, Ribeiro Gonçalves, Uruçuí, Santa Filomena, Sebastião Leal, Palmeira do Piauí e Currais, que estão na lista dos municípios com maiores produtores agrícolas do Piauí.

Os dados sobre o crescimento de nossa economia divulgados na semana passada estão relacionados aos anos de 2017 – o que indica que a divulgação dos resultados de contas regionais pelo IBGE nos anos subsequentes (2018 e 2019) poderá favorecer ainda mais a números positivos quanto ao PIB.

É de se destacar que a melhoria nos indicadores econômicos do Piauí é um trabalho de muita gente que apostou no nosso Estado em tempos pretéritos, mais recentes, vindos de outros estados brasileiros, sobretudo do centro-sul do país, com o fito de abrir na região Sudoeste do Piauí uma nova fronteira agrícola.

Estamos diante de pessoas que fazem o Piauí dá certo, que foram até visionárias em seus projetos e agora colhem bons frutos e com seu trabalho dão impulso a um estado que transforma potencial econômico em riqueza física, medível em milhões de dólares exportados em soja, por exemplo, que há 20 anos não era parte de nossa atividade agropecuária e hoje é o produto mais importante em nossa pauta de exportações.

É razoável que se olhe para extensas áreas de nosso estado como lugares onde nos próximos anos veremos avançar negócios – parte deles no setor agropecuário, seja com o agronegócio de grãos, seja com fruticultura que também avança a passos largos, seja com piscicultura e aquicultura, que já tem R$ 120 milhões em faturamento anual, segundo o IBGE, ou ainda na caprino-ovinocultura, que deixa de ser atividade de subsistência para se configurar em negócio altamente competitivo.

Os bons resultados do setor agropecuário no impulsionamento do PIB do Piauí, aliás, devem nos servir como guia para a percepção de que a atividade primária, aliada a uma boa base agroindustrial, é um rumo a ser seguido para o Estado que evolui social e economicamente em um nicho produtivo muito próprio nosso.

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Sobre a coluna

Álvaro Mota

Álvaro Mota

Procurador do Estado e mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Álvaro também é presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

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