OLHE DIREITO

O que falta produzir

Uma dessas possibilidade, eu soube agora, está em estudos da Embrapa para uma série de práticas agropastoris sustentáveis


Agricultura familiar

Agricultura familiar Foto: Reprodução

Todos os dias, se olharmos para notícias de canto de página – que na internet significa uma busca mais acurada – vamos ficar sabendo que pesquisas científicas pouco divulgadas descobriram algum tipo de serventia para uma planta ou uma enzima animal de pouco ou nenhum valor existente antes da submissão deles a um estudo detalhado.

Eu falo isso para lembrar que quando há uma defesa de preservação ambiental, para além do que se vê na superfície, há uma série de vantagens possíveis de querem tiradas disso, a partir da pesquisa, a partir de um manejo florestal que possa, por exemplo, unir floresta e agropecuária com menores danos, ou também de aproveitamento integral de diversos estratos fauno-florais.

O que vai nos dar possibilidades de uso econômico sustentável dos ativos naturais, seja aqui, seja em qualquer outro ponto do planeta, é a capacidade de produzir conhecimento científico sobre eles. Eis o grande desafio da sociedade (pessoas físicas e empresas) e do estado (o governo) num rumo de um uso econômico o mínimo danoso possível e o máximo rentável para os ativos naturais. Temos que ter pesquisa, porque sem ela um estrato florestal nada mais é do que um amontoado de plantas e animais para os quais olhamos entre surpresos e amedrontados, não com olhos de quem vê ali uma riqueza efetiva.

Uma dessas possibilidade, eu soube agora, está em estudos da Embrapa para uma série de práticas agropastoris sustentáveis. Chama-se agropecuária de baixo carbono (ABC), uma ideia em que a exploração econômica da terra reduz os impactos ambientais em proporção inversa a ganhos econômicos.

O uso da terra de modo integral, com lavoura, pecuária e manejo florestal, faz de uma propriedade muito mais do que um espaço explorável em apenas parte do ano (quando se semeia a terra, por exemplo), para te uso o ano inteiro, com múltiplas possibilidades de renda.

Os estudos da Embrapa, bem assim de outras instituições de pesquisa, podem levar o país a um campo de produção de riqueza com redução máxima de impactos ambientais, pelo uso dos ativos naturais sem embargo da conservação e até mesmo expansão de espaços para os estratos fauno-florestais. Assim, o que falta a pesquisa descobrir é como aquele pote de ouro que quando crianças a gente acreditava que estaria no final do arco-íris.

Próxima notícia

Dê sua opinião: