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Prevenir é melhor que remediar

Veja-se o que agora ocorre no mundo com a doença respiratória causada pelo corona vírus


Atendimento médico

Atendimento médico Foto: @DR

A lógica simples e eficiente da sabedoria popular segundo a qual é melhor prevenir que remedir pode e deve guiar quase todas as nossas ações, mas, principalmente, devem estar plugadas nas questões sanitárias, notadamente aquelas que mais podem trazer danos em curto, médio e longo prazo.

Veja-se o que agora ocorre no mundo com a doença respiratória causada pelo corona vírus. Não houve, neste caso, uma ação preventiva porquanto a doença é emergente, mas todas as medidas que se seguiram tiveram uma orientação profilática e, graças aos avanços dos estudos genéticos, deverá ser possível obter uma vacina, ou seja, em breve se poderá agir de modo preventivo e eficiente contra a moléstia.

Evidentemente que em se tratando de moléstias e infecções, nem sempre é possível dispor de uma vacina. Porém, as pesquisas sobre meios e modos de transmissão de uma doença nos permitem atuar de modo preventivo. Assim, ocorre nos casos de doença como a dengue, cuja ação profilática mais importante é o saneamento básico, e na ausência deste, pela limpeza de nossas casas e entorno para que não se proliferem locais de reprodução do vetor de transmissão, o mosquito aedes aegypti.

A prevenção a doenças resulta de conhecimento, como se deu no caso de uma infecção que ocupa o centro das preocupações de autoridades sanitárias em todo mundo, a síndrome da imunodeficiência adquirida, causada pelo vírus HIV. Essa, como tantas outras infecções sexualmente transmissíveis podem ser evitadas com o uso de preservativos em relações sexuais.

O conhecimento disso certamente foi capaz de poupar milhares de vidas e de evitar gastos públicos de grande monta ao longo de anos. Sim, porque um paciente infectado por uma IST certamente tem um custo exponencialmente maior para os sistemas públicos de saúde que um preservativo distribuído por esse mesmo sistema público de saúde, notadamente em épocas como o carnaval brasileiro, no qual, não precisamos fingir inocência falsa, as pessoas estão mais expostas ao risco de uma relação sexual não segura.

Assim, olhando as coisas sob um ponto de vista pragmático, campanhas de esclarecimento sobre limpeza para evitar um mosquito ou para o uso de preservativos em relações sexuais têm o efeito prático de evitar doenças, reduzir mortes e diminuir despesas públicas futuras com o tratamento de pessoas infectadas. Isso porque, como dito no começo deste texto, prevenir é melhor que remediar. E mais barato também.

Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Procurador do Estado. Ex-Presidente da OAB-PI. Mestre em Direito pela UFPE. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

Fonte: Alvaro Mota

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