#Dia7 – GREVE DOS PETROLEIROS

Ato no Rio reúne 2 mil pessoas em defesa da Petrobrás e da greve dos petroleiros

Desde o início do movimento, a FUP e seus sindicatos têm cumprido todos os procedimentos legais


Petroleiros em Greve

Petroleiros em Greve Foto: Divulgação

Um ato na manhã desta sexta-feira (7/2) reuniu mais de 2 mil pessoas em frente ao edifício sede (Edise) da Petrobrás, no Centro do Rio de Janeiro. O ato foi organizado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos em apoio à greve dos petroleiros, iniciada no último sábado (1/2), e à ocupação de uma sala do Edise pela Comissão Permanente de Negociação, formada por diretores da FUP e do Sindiquímica-PR. A greve e a ocupação são motivadas pela decisão da Petrobrás de fechar a Fábrica de Fertilizantes (Fafen) do Paraná e pelo descumprimento pela empresa de cláusulas e negociações firmadas no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

 Até o fim desta tarde(07), o movimento já contabilizava a adesão de trabalhadores de 84 unidades do Sistema Petrobrás, em 13 estados (ver lista abaixo). Em cumprimento à liminar que o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, concedeu à Petrobrás na última terça (4/2), os sindicatos filiados à FUP não estão realizando piquetes nas unidades. A participação dos trabalhadores é espontânea e se dá pela indignação da categoria com as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás, em descumprimento ao ACT. 

Desde o início do movimento, a FUP e seus sindicatos têm cumprido todos os procedimentos legais em relação à greve, tanto no que diz respeito à busca de interlocução com a Petrobrás, quanto no atendimento das necessidades essenciais da população. Em atendimento à determinação do ministro do TST, as entidades sindicais enviaram na quarta-feira (5/2), ofícios à Petrobrás solicitando informações sobre a quantidade de produtos necessária para o atendimento da necessidade da população, bem como o número de trabalhadores necessário para cumprir as cotas de produção. A FUP e seus sindicatos também questionaram a empresa sobre quantos trabalhadores são necessários para completar o efetivo de 90% determinado pelo ministro Gandra. 

Já a Comissão de Negociação Permanente completou sete dias de ocupação pacífica de uma sala do 4º andar do Edise sem qualquer proposta de negociação por parte da diretoria da Petrobrás. A comissão é formada por Deyvid Bacelar, Cibele Vieira, Tadeu Porto e José Genivaldo da Silva, da FUP, e Ademir Jacinto, do Sindiquímica-PR. 

Reivindicações

 A FUP reivindica a suspensão imediata do programa de demissões de 1.000 funcionários da Fafen-PR, comunicado pela Petrobrás e que, segundo a empresa, será iniciado em 14 de fevereiro. As demissões ferem a cláusula 26 do ACT, que determina que qualquer demissão em massa deve ser negociada previamente com os sindicatos, o que não ocorreu. Trabalhadores da Fafen-PR, que também aderiram à greve, ocupam pacificamente a entrada da fábrica há 17 dias. 

Os petroleiros também reivindicam que a Petrobrás estabeleça todos os grupos de trabalho (GTs) determinados no ACT para negociar pontos que não foram consensuais entre a empresa e a categoria. Esses pontos envolvem a tabela de turno dos trabalhadores da Petrobrás; o banco de horas; o plano de saúde; e a participação nos lucros e resultados (PLR). Ainda que já tenha aberto alguns GTs, a empresa tem tomado decisões por conta própria, sem o devido diálogo com os sindicatos nesses ambientes, como determinado pelo ACT. 

Por isso a Comissão de Negociação Permanente pretende manter a ocupação até que a diretoria da Petrobrás sinalize com a abertura de um canal efetivo de diálogo sobre a paralisação das atividades da Ansa/Fafen-PR. O grupo pleiteia a suspensão imediata do fechamento da unidade e do processo de demissão de cerca de 1.000 trabalhadores da fábrica. Também exigem o cumprimento das negociações determinadas no fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), em novembro passado, que foi mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

 QUADRO NACIONAL NESTA SEXTA, 7 DE FEVEREIRO DE 2020 

33 plataformas 

11 refinarias 

17 terminais 

7 campos terrestres 

5 termelétricas

 3 UTGC (processamento de gás)

 1 usina de biocombustível 

1 fábrica de fertilizantes

 1 fábrica de lubrificates

1 fábrica de xisto

 1 complexo petroquímico 

3 bases administrativas

 POR ESTADO: 

Amazonas

 Terminal de Coari (TACoari) Refinaria de Manaus (Reman) 

Ceará 

Plataformas - 4 

Terminal de Mucuripe

 Temelétrica TermoCeará

 Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

 Pernambuco 

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

 Terminal Aquaviário de Suape 

Bahia 

UO-BA – 7 áreas de produção terrestre 

Refinaria Landulpho Alves (Rlam) 

Terminal Madre de Deus

 Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO) 

Espírito Santo

 Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

 Sede administrativa da Base 61, polo de produção terrestre em São Mateus 

Minas Gerais 

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

 Refinaria Gabriel Passos (Regap) 

Rio de Janeiro 

Plataformas - 27 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB) 

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

 Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB) 

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

 Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

 Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG) 

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) 

São Paulo

 Terminal de Guararema

 Terminal de Barueri Refinaria de Paulínia (Replan) 

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap) 

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap) 

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

 Plataformas - 2 

Terminal de Alemoa Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA) 

Termelétrica Cubatão (UTE Euzébio Rocha) 

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

 Mato Grosso do Sul 

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes) 

Paraná 

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) 

Fábrica de Xisto (SIX) 

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

 Terminal de Paranaguá (Tepar) 

Santa Catarina 

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

 Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

 Terminal de Guaramirim (Temirim) 

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran) 

Base administrativa de Joinville (Ediville) 

Rio Grande do Sul 

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

 Rio Grande do Norte 

Polo de Guamaré, 

Base 34 e Alto do Rodrigues

Fonte: FUP - imprensa

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