CRIME AMBIENTAL

Com três praias impróprias para banho, Semar reconhece dificuldade na remoção de óleo

Óleo encontrado neste final de semana no Piauí apresenta características mais difíceis de serem removidas das praias


Placa indicativa instalada nas praias do Piauí

Placa indicativa instalada nas praias do Piauí Foto: Divulgação/Semar

Mais duas praias no litoral piauiense foram classificadas como impróprias para banho após monitoramento realizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar). As praias Peito de Moça e Pedra do Sal entraram para a classificação, respectivamente localizadas em Luís Correia e em Parnaíba.

Ainda neste sábado (16), as praias começaram a receber placas indicativas alertando aos banhistas a condição de impróprias.  Na última quinta-feira (14), a Praia de Atalaia, também em Luís Correia, foi a primeira a ser considerada imprópria para banho.

Renato Nogueira, Gerente de Fiscalização da Semar explica o novo cenário enfrentado pelas equipes responsáveis pelo monitoramento e limpeza.

As manchas de óleo que apareceram neste final de semana se apresentam em um cenário diferente das manchas do final de setembro, quando eram compactas, foram depositadas na praia e tiveram seu recolhimento feito, pois para recolhê-las bastava um instrumento como uma par, por exemplo, e um coletor como balde e o material prontamente saia da praia”, conta.

Já o óleo que surgiu desde quinta-feira possui outras características.

“No óleo que se apresentou esse final de semana o material veio fragmentado, pulverizado, diluído e flutuante na água. Esse cenário nos preocupou bastante, além de estar contaminado uma área maior estava também apresentando fragmentos menores de difícil visualização e as vezes até iludindo o banhista”, explica.

"Para encontrar o produto é necessária uma inspeção minuciosa e é isso que estamos fazendo com a Capitania dos Portos, as prefeituras municipais, outros órgãos como o Ibama, Corpo de Bombeiros e Instituto Chico Mendes", aponta.

SINTOMAS

O gerente da Semar também menciona diversos sintomas que os banhistas podem sentir caso entrem em contato com as manchas de óleo.

"Alguns banhistas [que decidirem contrariar a indicação de praia imprópria para banho] talvez apresentem sintomas de vermelhidão, coceira, escamação, urticária, isso em contato com a pele. Se ingerido o óleo pode provocar náusea, dor de cabeça, irritação no organismo. Alguns banhistas podem não apresentar esses sintomas, isso varia de acordo com o tempo de contato e a concentração do produto na água. Aquelas pessoas que apresentam um sintoma desses a gente recomenda procurar um posto de saúde", deixa a recomendação.


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