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Moda sem gênero: como aderir a essa tendência

O movimento abandona os rótulos de masculino e feminino e preza pela liberdade de escolha


Moda se gênero

Moda se gênero Foto: Divulgação

As discussões sobre gênero vêm se tornando cada vez mais frequentes nas conversas cotidianas, na mídia e até mesmo nas escolas. Na moda, esse tópico não ficou para trás – ao contrário disso, já se fala na mistura de características femininas e masculinas há muito tempo. Foi nos anos 70, com figuras icônicas como David Bowie, que a androginia, mistura de tendências da imagem do homem e da mulher, ganhou o olhar do mundo todo.

Descendente da androginia, a genderless (sem gênero, em português) vai ainda mais fundo no questionamento do que é masculino e feminino. Dessa vez, a proposta é desenvolver roupas que possam ser usadas por qualquer um, independentemente do gênero com o qual se identifica, com a intenção de permitir autoexpressões livres de amarras.

Mais recentemente, em 2010, as discussões sobre moda unissex começaram a aparecer e ganharam ainda mais força em 2016, quando o ator Jaden Smith, em parceria com a Louis Vuitton, apareceu em propagandas utilizando looks compostos por saias. Atualmente, um dos famosos propagadores dessa tendência é o cantor britânico Harry Styles, que já declarou não acreditar na diferença de gênero nas roupas e abusa dos babados e das transparências em seus looks.

O desafio na moda agênero é a criação de roupas com cortes que sirvam confortavelmente em todos. O conceito de blusa feminina, por exemplo, é desfeito. Os decotes e as modelagens curtas e acinturadas são substituídas por modelos mais retos, que possam se adaptar a diferentes corpos, mas sem necessariamente deixar de fora características como flores, recortes delicados, babados e transparências, antes reconhecidos como modelos para mulheres e agora vistos apenas como adereços que podem servir a qualquer um.

Apesar de a grande maioria de lojas de departamento populares ainda possuírem a segmentação de feminino e masculino, diferente de marcas como Another Place, Också e AKA, que já apostam em roupas sem designação, a atitude de aderir à moda sem gênero já pode ser tomada por qualquer um.

O primeiro passo é se desprender dos setores quando for às compras. Passear por toda a loja e observar tudo que é oferecido é o segredo para descobrir peças que, independentemente de serem pensadas para homens ou mulheres, te atraem e combinam com você. A partir desse momento, entra uma fase de provas, para identificar quais modelagens caem de forma agradável em seu corpo.

Buscar as peças com tempo e levar para o provador tudo que for interessante é essencial até você começar a reconhecer o que gosta ou não. Pegar emprestado roupas da família e de amigos também é uma boa pedida para testar seus gostos com todos os tipos de roupas e começar a aderir a essa tendência seguindo o princípio central dela: a liberdade.

Fonte: Rodolfo Milone

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