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Número de cearenses na Bolsa salta 49% neste ano; saiba o que avaliar antes de invest

Além da rentabilidade, a volatilidade e o risco estão entre os principais pontos que devem ser observados antes de investir


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Investir Foto: Dháfine Mazza

O número de cearenses investindo na B3, a Bolsa de Valores brasileira, saltou 49,39% entre janeiro e junho deste ano. Um dos motivos que podem explicar esse avanço é a busca por retornos financeiros maiores, uma vez que, atualmente, os investimentos atrelados à taxa Selic (6,5% ao ano) estão menos atrativos. Quem pretende investir na Bolsa deve considerar não apenas o retorno desejado ou a volatilidade das ações, mas também a relação entre esses fatores e o tempo de aplicação. Quanto mais longo for o investimento na Bolsa, mais seguro e mais vantajoso ele tende a ser, explica o consultor de investimentos e sócio da Conceito Investimentos, Rafael Meyer.

"A correta aplicação da Bolsa de Valores, feita no longo prazo, traz, sem dúvidas, resultados melhores que outros tipos de investimento. Para se ter uma ideia, se você tivesse investido R$ 100 na Bolsa em outubro de 2002, em janeiro de 2019 você teria um saldo de R$ 1.153,48, um retorno de 1.053,48% em pouco menos de 17 anos. Se você tivesse aplicado o mesmo valor no CDI (Certificado de Depósito Interbancário), esse investimento geraria um saldo de R$ 679,67, um retorno de 579,67% sobre o valor inicial, mas 41% menor do que o oferecido pela Bolsa. No entanto, antes de aplicar na Bolsa, é importante conhecer o seu perfil de investidor e entender as questões que envolvem esse tipo de aplicação", destaca Meyer. 

Além da rentabilidade, a volatilidade e o risco estão entre os principais pontos que devem ser observados antes de investir na Bolsa de Valores. Assim, o investidor iniciante deve buscar informação para compreender bem esses fatores. "O conceito de risco está atrelado à chance de o retorno de um investimento ser diferente do esperado inicialmente, o que inclui perder parte ou todo o recurso aplicado. Um conceito que é frequentemente associado ao risco é a volatilidade. Ela mede a possibilidade de o ativo cair ou subir, muitas vezes, de forma significativa, em um determinado período de tempo. A volatilidade média do índice das principais ações negociadas na B3 nos últimos 12 meses está em 21,37%, enquanto a volatilidade do CDI está em 0,02%, uma diferença significativa", explica o sócio da Conceito Investimentos.

A volatilidade maior da Bolsa de Valores pode assustar alguns investidores iniciantes, mas ela não deve ser olhada isoladamente, uma vez que o êxito desse tipo de aplicação também depende de outros fatores, como o tempo. Para se ter uma ideia, em investimentos com duração de um ano, as ações podem oscilar de 40% a 81%, considerando retorno e risco. Já no caso de investimentos com prazo de cinco anos, a oscilação fica entre 30% e 37%. Para aplicações com prazo ainda maior, de 17 anos, a volatilidade varia de 12% a 35%

"Quem olha apenas para a volatilidade nunca irá investir em ações, indo diretamente para a renda fixa. No entanto, o investidor que relacionar o retorno e volatilidade, no longo prazo, provavelmente irá investir em uma carteira de ações diversificada. Assim, as aplicações em ativos de renda variável, como as ações, são recomendadas para o longo prazo, pois quanto maior o período de investimento, menor é a volatilidade", diz Rafael Meyer. "Procurar a ajuda especializada de um assessor de investimentos também ajuda o investidor a conhecer o seu perfil e a montar uma carteira personalizada de aplicações de acordo com os objetivos que ele possui", finaliza.

Fonte: Dháfine Mazza

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