DESEMPREGO

Desemprego sobe em apenas 4 Estados do país, dentre eles o Piauí

Segundo dados do IBGE o desemprego está apresentando um crescimento de 0,3


Desemprego aumenta

Desemprego aumenta Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Piaui aumenta a sua taxa de desemprego

No Brasil o desemprego teve uma redução em 2019, passando de 11,8% para 11%, relativamente ao 3º e 4º , o que significa  883 mil pessoas encontraram trabalho.  Mas o número de desempregados  continua alto com cerca de 11,6% milhões de pessoas.

Mas o Piauí  não acompanhou o comportamento da economia nacional. A  taxa de desemprego passou de 12,70% no terceiro trimestre de 2019 para 13% no quarto trimestre. O desemprego no Estado cresceu 0,3% no último trimestre de 2019, e ainda está acima da taxa nacional que é de 11%.

Comparando o Piauí com outros estados  a situação piorou.No 3º trimestre estava em técimo terceiro lugar, e caiu para a nona colocação

Segundo o IBGE o Piauí tem 195 mil pessoas desempregadas, e os dados mostram  está crescendo o número de desempregados.  A situação fica mais complicada quando  analisamos a situação de Teresina, onde se concentra  grande parte da população do Estado

    Variação na taxa de desocupação nos Estados - 3o trim. 2019 / 4o. Trim. 2019

Observando-se a taxa de desemprego de Teresina, no período de 2016 a 2020, percebemos que a menor taxa foi aquela registrada no 3o. Trimestre de 2016, com 6,8%, quando 30 mil pessoas estavam sem ocupação. Comparando-se o 4o trimestre de 2019 com o 3o. Trimestre de 2016 visualizamos um incremento de 133% no quantitativo de pessoas desocupadas em Teresina, tendo passado para cerca de 70 mil pessoas no 4o. Trimestre de 2019.

        Evolução da taxa de desemprego em Teresina  (2016 - 2020)

 A  Taxa de desemprego em Teresina é recorde na série histórica desde 2012 e a quarta maior do país. O número de desempregados são cerca de 70 mil pessoas no 4o. trimestre de 2019.

  Variação na taxa de desocupação nos Estados - 3o trim. 2019 / 4o. Trim. 2019

O desemprego ocorreu em vários setores da economia. O setor privado perdeu 9,7% empregados, o que significa 22 mil empregos a menos, e o desemprego afetou os trabalhadores que não tinham carteira assinada. Já o emprego com carteira assinada  praticamente não ouve  alteração, o nível de ocupação ficou em 0,2%.

Mas no comportamento da economia  segundo dados do IBGE empresas fecharam no período analisado. As pessoas que trabalham por conta própria teve uma queda de 0,9%, ou seja 4.000 pessoas desistiram do negócio. Já a empresa formalizada, houve uma queda de 11,4%, significa que 6.000 empresas fecharam as portas.

A desaceleração da economia ocorreu em todos os setores da economia do Estado. Na agropecuária  a queda foi de 12,5%, 32 mil pessoas perderam ocupação. Na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais a queda foi 2,8%, representando 8 mil pessoas desempregadas. Na Indústria geral a queda foi  de 3,5% na ocupação, ou seja  3 mil pessoas perderam sua ocupação, e o comércio que tem um peso importante na economia do Estado, também sofreu desaceleração com uma queda de  1,9% na ocupação, onde 5 mil pessoas ficaram desempregadas.

Fonte: IBGE

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