AGRICULTURA

Zoneamento do consórcio milho – braquiária passa por validação no Piauí e Maranhão

No Brasil, mais de 40 culturas já foram contempladas com o ZARC


Milho

Milho Foto: Divulgação

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) é um método desenvolvido pela Embrapa e parceiros, aplicado no Brasil  por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, que proporciona a indicação de datas ou períodos de plantio/semeadura por cultura e por município, considerando as características do clima, o tipo de solo e ciclo de cultivares, de forma a evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis das culturas, minimizando as perdas agrícolas.

No Brasil, mais de 40 culturas já foram contempladas com o ZARC. Atualmente, o consórcio milho – braquiária passa pela etapa de validação do zoneamento em 11 Estados brasileiros (Tocantins, Bahia, Sergipe, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Maranhão e Piauí). A ferramenta é utilizada em apoio à tomada de decisão para o planejamento e a execução de atividades agrícolas, para políticas públicas e para a seguridade agrícola, as principais culturas agrícolas brasileiras já estão contempladas no zoneamento.

Nos dias 26 e 27 de novembro, foram realizadas em Balsas, no Maranhão e em Uruçuí, no Piauí, reuniões para validação do Zoneamento de Risco Climático para o consórcio milho – braquiária nos dois Estados. Os dois momentos destinaram-se a apresentar aos produtores rurais, consultores técnicos de ATER pública e privada, como também representantes de entidades de pesquisas e ensino, bancos e setor agropecuário os dados levantados nos dois Estados.  

Nos dois municípios, a programação seguiu o mesmo cronograma, sempre iniciando às 8 horas, estendendo-se até o final do dia. Pela manhã, o pesquisador Balbino Antônio Evangelista, da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), apresentou a metodologia usada no ZARC do consórcio milho – Braquiária.

Em seguida, o pesquisador Aderson Soares de Andrade Júnior, da Embrapa Meio-Norte (PI), falou sobre os mapas de riscos climáticos decendiais gerados pelo Sistema Micura. Além das palestras, o evento contou com debates que proporcionaram trocas de experiências entre os pesquisadores da Embrapa e o público participante. "Nós apresentamos os resultados dos estudos necessários para o ZARC, nesse caso, sobre o milho com braquiária. Fizemos os estudos sobre as melhores épocas de plantio, tanto para o Piauí, como para o Maranhão, e apresentamos aos produtores, antes da publicação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento", comenta Soares.

Segundo o pesquisador, as reuniões com o setor produtivo servem para referendar os resultados obtidos pela Embrapa. "Como eles aceitaram os dados apresentados, vamos passar para a próxima etapa, que é a publicação das portarias do MAPA para que eles tenham acesso ao crédito e ao seguro agrícola, com base nesses resultados", completa.

As reuniões nos municípios da região Meio-Norte contaram com o apoio da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) do Piauí e Maranhão

Acesso a programas governamentais - Para ter acesso ao Proagro, ao Proagro Mais e à subvenção federal ao prêmio do seguro rural, o produtor deve observar as recomendações desse pacote tecnológico. Além disso, alguns agentes financeiros já estão condicionando a concessão do crédito rural ao uso do zoneamento, conforme está disponível no site: http://www.agricultura.gov.br/politica-agricola/zoneamento-agricola/.

Na atualidade, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático é implementado anualmente por meio da seguinte estrutura:  coordenação (MAPA);  metodologia (Embrapa); e aplicação (Embrapa).

Os usuários diretos são os produtores e os agentes vinculados ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária - PROAGRO, ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária da Agricultura Familiar - PROAGRO MAIS e as Seguradoras.

Fonte: Maria Eugenia Ribeiro - Embrapa Meio-Norte - CPAMN

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