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Poker ao lado das artes marciais como os esportes que mais crescem

O alto número de jogadores adeptos ao poker reflete na excelente reputação que o Brasil


Jogos de cartas

Jogos de cartas Foto: Divulgação

Um envolve o pensamento estratégico, a habilidade e o jogo de probabilidades em que é preciso analisar o oponente de maneira cirúrgica antes de tomar a melhor decisão. O outro é um esporte de contato, viril em que os atletas precisam se destacar no físico e na técnica para disputá-lo em alto nível.

O poker e as artes marciais são esportes com naturezas completamente diferentes, mas que cativam o brasileiro de maneira única. Ambos são conhecidos por serem os esportes que mais crescem no Brasil e o número de adeptos aumenta significativamente a cada ano que passa.

Poker

Diferente da maioria dos esportes, o poker conta com duas possibilidades para ser praticado: online e ao vivo. Por meio da internet, é possível competir de maneira casual ou profissional e geralmente quem joga online tem um alto ritmo de torneios por dia. Já quanto aos torneios ao vivo, eles são realizados de maneira mais seleta e os eventos geralmente duram horas.

O poker online tem crescido de maneira exponencial e consistente nos últimos anos e reflete a força desse esporte no cenário nacional. No Nordeste, são vários competidores que jogam profissionalmente, como Rogério Siqueira (Alagoas), Alen Fillipi (Alagoas), Ariel Celestino (Bahia) e Bruno Foster (Ceará) sendo os maiores exemplo.

Nos últimos 20 anos, o poker saiu da anonimidade para ser um esporte praticado por muitos. Antes da popularização da internet, o jogo era restrito apenas a um pequeno grupo de praticantes. Com a globalização em massa através do online, o número de adeptos explodiu e, segundo dados da Confederação Brasileira de Texas Hold’em (CBTH), são aproximadamente 10 milhões de jogadores no país.

O alto número de jogadores adeptos ao poker reflete na excelente reputação que o Brasil tem internacionalmente nas cartas. Só neste ano, dois jogadores do país venceram um título mundial no World Series of Poker (WSOP) — circuito realizado em Las Vegas que reúne os principais jogadores do planeta.

Em 11 anos, o Brasil já venceu seis etapas do WSOP e vem conquistando muitos outros feitos impressionantes. Para se ter uma ideia do crescimento de rendimento na “Copa do Mundo do Poker”, o WSOP foi criado em 1970 e até 2008 o país não tinha nenhum campeão do evento.

No poker online, o Brasil figura entre os cinco melhores países do planeta em termos de qualidade dos principais jogadores. O país está ao lado do Reino Unido, Canadá, Rússia e Suécia na elite da modalidade.

Parte do que torna o poker tão praticado em todo país é o fato de que a modalidade é muito democrática e conta com adeptos em todas as regiões. Isso é impulsionado pela fomentação dos campeonatos estudais, que geralmente são disputados em filiação à Confederação Brasileira de Texas Hold’em.

Além disso, os principais circuitos do Brasil são muito conceituados. O Brazilian Series of Poker (BSOP), por exemplo, é reconhecido como o maior circuito da América Latina e o mais relevante do Hemisfério Sul. Já o Kings Series of Poker (KSOP) cresceu bastante nos últimos anos, enquanto o Nordeste Poker Series (NPS) também não para de aumentar em número de adeptos.

Artes marciais

O Brasil também é o país da luta e o histórico de campeões e inovações nesse esporte mostram isso.

Recentemente, um relatório da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas da Vigitel chegou à conclusão que, entre 2006 a 2017, o número de praticantes das artes marciais aumentou em 109%.

Outra pesquisa, dessa vez realizada pela Deloitte, divulgou que as artes marciais estão no rol dos esportes que mais crescem no Brasil. Com crescimento no número de praticantes superior a 3% ao ano, as lutas não param de ganhar espaço.

Modalidades como capoeira, jiu-jitsu brasileiro, karatê, kickboxing e várias outras se encaixam na categoria de artes marciais. Além disso, obviamente, esse esporte deu origem às artes marciais mistas — que tem o UFC como grande propagador da modalidade.

As artes marciais e as lutas em geral também estão ganhando muito espaço na luta e figuram entre os seis esportes mais televisionados do país. Essa tendência só tem a crescer para os próximos anos.

Vale citar que a capoeira já está entre os seis esportes mais praticados do Brasil com aproximadamente 6 milhões de adeptos — atrás só do futsal, natação, tênis de mesa, vôlei e futebol, respectivamente.

Ao contrário do poker, que ainda não é um esporte olímpico, as lutas já estão inseridas na lista de esportes do Comitê Olímpico Internacional (COI) há tempos. Para as Olimpíadas de 2020, por exemplo, modalidades como boxe, taekwondo, judô, luta livre e greco-romana serão disputadas.

Como nas Olimpíadas é preciso ter delegação feminina para todos os esportes, a presença dessas lutas nos Jogos ajuda a crescer o incentivo dessas modalidades para as mulheres que querem praticar lutas.

Outros esportes que estão crescendo

Além do poker e das artes marciais, há outras modalidades emergentes que merecem reconhecimento. Uma delas é o rugby. Na mesma pesquisa da Deloitte que constatou o crescimento das artes marciais, chegou-se à conclusão que o rugby é um dos três esportes que mais crescem no país.

Com número de adeptos que não para de crescer a cada ano que passa, o rugby tem conquistado praticantes de norte a sul do país. Outra modalidade que vem se destacando é o futebol americano, que está ganhando conceitos bem profissionais nos últimos tempos.

O beisebol também é mais um esporte que vem tendo um bom número de adeptos, com direito a alguns jogadores brasileiros que jogam profissionalmente na Major League Baseball — liga que é considerada a mais importante e tradicional dessa modalidade. Só nesta década, já tivemos dois brasileiros campeões: Paulo Orlando pelo Kansas City Royals em 2015 e Yan Gomes neste ano pelo Washington Nationals.

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