AÇÃO

Defensoria realiza ação voltada para o enfrentamento da violência contra mulher

Atividade foi realizada na Praça Rio Branco e reuniu representantes de várias instituições e órgãos.


Equipe procurou a sensibilização dos homens que passaram pela praça

Equipe procurou a sensibilização dos homens que passaram pela praça Foto: Lázaro Lemos

A defensora pública geral em exercício, Carla Yáscar Bento Feitosa Belchior, e a coordenadora do Núcleo da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar da Defensoria, Lia Medeiros do Carmo Ivo, participaram, nessa sexta-feira (23), na Praça Rio Branco, em Teresina, de ação promovida pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, visando a conscientização do público masculino sobre o enfrentamento à violência contra a mulher.

A ação, que contou com a distribuição de material informativo e prestação de esclarecimentos, integrou a programação da Semana da Justiça pela Paz em Casa, que encerrou nessa sexta-feira sua segunda edição em 2019, com a realização de 546 audiências de processos relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher, em Teresina, e mais 19 comarcas do interior do estado. A primeira edição da semana foi em março e a terceira será realizada em novembro.

Na Praça Rio Branco, além da Defensoria,  estiveram presentes representantes dos demais parceiros da rede de enfrentamento. A coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher explicou que a ação fez parte da agenda extrajudicial da Semana da Justiça Pela Paz em Casa, cujas audiências iniciaram no dia 19. “Aqui é um momento em que se desempenha a atividade mais importante desta semana, que é exatamente a prevenção, porque quando a gente está na audiência buscando a punição de um agressor é porque a violência já ocorreu e já falhamos. Então, esse momento de prevenção é extremamente importante e essa ação planejada pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça, em parceria com as demais instituições, visa exatamente trazer uma sensibilização aos homens, porque essa luta não é só das mulheres, aqui será feita panfletagem, entrega de folders com informações sobre os tipos de violência e sobre como o comportamento dos homens pode ajudar na mudança dessa realidade de violência contra a mulher”, ressaltou Lia Medeiros.

A assistente social da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça, Leina Mônica Sousa, destacou que a parceria da Defensoria Pública tem sido primordial para a realização da semana. “A Defensoria Pública tem um papel fundamental dentro da Semana da Justiça pela Paz em Casa, tendo em vista que sem ela as nossas ações não têm como acontecerem. Para que o mutirão tenha êxito, a Defensoria, inclusive, reforça o time da capital, onde temos maior concentração de processos de violência contra a mulher, com o deslocamento de Defensores de outras comarcas . É feita toda uma articulação para garantir que, com a presença e colaboração da Defensoria, as audiências possam ser realizadas. Para além disso, nas ações sociais contamos com a colaboração da Defensoria tanto na questão da elaboração de instrumentais, que possam ter uma linguagem mais próxima do público que queremos atingir, como na presença física, pois as defensoras sempre participam das nossas ações, o que faz com que tenham um valor ainda maior”, disse assistente social.

Carla Yáscar Belchior fez uma breve avaliação da semana e também sobre a atividade na praça. “A  importância da Semana da Justiça Pela Paz em Casa é dar celeridade aos processos do Juizado de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e, com certeza, auxiliar a atingir mais resultados positivos em relação a promover a pacificação dos conflitos que acontecem no lar. Pela observação da Defensoria Pública, esta semana teve resultados melhores. Embora ainda tenham ocorrido alguns problemas em relação às intimações, em sua maioria as audiências foram realizadas, muitos processos chegaram à fase da sentença. Então, a Defensoria analisa como positiva. A cada edição, os problemas vão sendo ajustados. Quanto a essa ação da Praça Rio Branco, consideramos importante que práticas assim continuem sendo fomentadas, para que tenhamos boa resolutividade nessas  demandas de violência doméstica, especialmente conscientizando os homens acerca da igualdade de gênero”, afirmou a defensora pública geral em exercício.

Fonte: CCOM

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