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IBGE aponta que Piauí tem maior taxa de subutilização da força de trabalho do país

Os dados também mostram que o Piauí é o estado com maior número de trabalhador sem carteira assinada


Carteira de Trabalho

Carteira de Trabalho Foto: Reprodução

O Piauí é o estado com maior taxa de subutilização da força de trabalho do país, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta quinta-feira (15). Segundo o IBGE, o Piauí tem a maior taxa de subutilização do 2º trimestre de 2019 com 43,3%. A taxa composta de subutilização da força de trabalho (que mostra o porcentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e inativos com potencial para trabalhar). As menores taxas foram em Santa Catarina (10,7%), Rondônia (15,7%) e Mato Grosso (15,8%). 

Ainda segundo a PNAD Contínua, em três meses 2 mil pessoas perderam o emprego no Piauí. Quando comparado ao primeiro trimestre do ano, a taxa de desemprego subiu de  12,7% para 12,8% no Estado.

Outro dado relevante da pesquisa é que o Piauí é o segundo maior percentual de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado. De acordo com os dados, 48% das pessoas que estão empregadas na área privada no Estado, não estão formalmente enquadrados nas leis trabalhistas. O Piauí perde apenas para o Maranhão, que registrou 49,7%. O Piauí também é o segundo estado do Brasil que menos contrata trabalhadores com carteira. O número de trabalhadores formais corresponde a 52%.

3,3 milhões de pessoas procuram trabalho há mais de 2 anos no país

Em relação ao tempo de procura, no Brasil, no 2º trimestre de 2019, 45,6% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho. Entre 2012 e 2015, houve redução da proporção de desocupados que buscavam trabalho há 2 anos ou mais. Contudo, a partir de 2016, esse contingente apresentou crescimentos sucessivos, atingindo o maior percentual (26,2%) no 2º trimestre de 2019. Neste mesmo período, a proporção dos que buscavam trabalho há menos de um mês era 14,0%; enquanto aqueles com procura de 1 ano a menos de 2 anos chegava a 14,2%.

Em números absolutos, 1,8 milhão de desocupados buscavam trabalho há menos de um mês, enquanto 3,3 milhões procuravam uma ocupação há 2 anos ou mais.

Fonte: IBGE

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