SAÚDE

Piauí vai apresentar plano de contingência do coronavírus para ministro da Saúde

O encontro com o ministro Luiz Mandetta acontece nesta quarta-feira (05), em Brasília


Governo da China

Governo da China Foto: UTI do Hospital Zhongnan, da Universidade de Wuhan

O mundo vive apavorado com o novo coronavírus, que causa problemas respiratórios graves e que já matou 490 pessoas na China, país onde o novo coronavírus - nCoV-2019, foi descoberto no fim de dezembro de 2019. A Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou na semana passada uma situação de emergência de saúde pública internacional por causa do surto do novo coronavírus. No Brasil, de acordo com o boletim divulgado pelo Centro de Operações de Emergência (COE) na tarde dessa terça-feira (04), há 13 casos suspeitos para  nCoV-2019 e nenhum confirmado. No Piauí, as autoridades já traçaram um protocolo de ação contra o novo Coronavírus. O Estado tem relações comercias com a China  e com outros países que registraram a doença,  por isso há essa preocupação ainda maior para que haja medidas de prevenção e controle para evitar a propagação do coronavírus no Estado.

Na tarde desta quarta-feira (05), o secretário de Saúde do Piauí, Florentino Neto, vai apresentar ao ministro da Saúde, Luiz Mandetta, um plano de contingência do coronavírus.  Na semana passada, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) reuniu vários órgãos para discutir discutiu ações de prevenção e combate ao coronavírus no Piauí. No encontro, as autoridades foram orientadas como se devem agir quando  necessário. O secretário estadual de saúde, Florentino Neto, afirmou que o Piauí poderá realizar barreiras em aeroportos e rodovias, conforme determinação do Ministério da Saúde. No encontro de hoje em Brasília, Florentino Neto deve apresentar informações sobre como o Estado vai lidar com a doença caso venha ocorrer. 

Na tarde de ontem  (04), a Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado (Divisa) colocou em prática umas das ações do plano, que consiste em orientações para restaurantes, rodoviárias, escolas, farmácias, supermercados, entre outros locais. Na ação foi distribuído material informativo sobre a higienização das mãos, que é uma medida primordial na prevenção da doença.

"Precisamos estar orientando estes serviços, pois existe um fluxo grande de circulação de pessoas nesses locais, e por isso, eles precisam ter conhecimentos das medidas preventivas para que possam estar repassando essas orientações para os seus profissionais e usuários”, explicou a diretora da DIVISA, Tatiana Chaves.

Coronavírus 

É um vírus que causa doença respiratória com sintomas semelhantes a um resfriado (febre, tosse, dificuldade em respirar), podendo causar também pneumonia. Até o momento, a China é o único país considerado como área de transmissão ativa da doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Transmissão

Como o vírus é novo, os especialistas ainda estudam como se dá transmissão. Mas já está confirmado que o vírus passa de pessoa para pessoa, pelo ar ou por contato com secreções, como gotículas de saliva e catarro. Ou seja, ele pode ser transmitido por espirros, tosse ou contato de objetos ou mãos contaminadas com a boca, nariz e olhos. 

Prevenção

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, principalmente antes de ingerir alimentos ou após utilizar transporte público e visitar locais com grande fluxo de pessoas (mercados, shoppingscinemas, teatros, aeroportos e rodoviárias). Se não tiver água e sabão, use álcool em gel a 70%. 
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos e garrafas, com outras pessoas. 
  • Evitar tocar as mucosas dos olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.   
  • Proteger a boca e o nariz com um lenço de papel (descartar logo após o uso) ou com o braço (e não as mãos) ao tossir ou espirrar. 
  • Evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença (febre, tosse, dificuldade em respirar). 


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