EDUCAÇÃO

Sinte-PI diz que a Reforma da Previdência Estadual é pior que a Reforma do Bolsonaro

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí vai realizar uma manifestação na Assembleia Legislativa contra a proposta da Reforma da Previdência Estadual


Protesto dos professores na Alepi

Protesto dos professores na Alepi Foto: Paulo Pincel

Professores e outros trabalhadores em educação irão realizar uma manifestação na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) a partir das 9h da próxima segunda-feira (09). A classe trabalhadora é contra a Reforma da Previdência Estadual, que foi enviada à Alepi na quarta-feira (04) e que prevê mudanças na aposentadoria dos funcionários estaduais.

 De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE-PI), a reforma da Previdência do governador Wellington Dias fere gravemente a classe trabalhadora e afeta 90 mil servidores. A proposta ainda irá aumentar a alíquota dos servidores da ativa.

O vice-presidente do Sinte-PI, Kassyus Lages, diz que a Reforma da Previdência do Wellington Dias é pior que a Reforma do Bolsonaro. "É preciso nos unirmos na segunda-feira para fazermos uma grande manifestação no pátio da Assembleia Legislativa para combater o pacote de maldade do governador Wellington Dias, que traz para a Assembleia a Reforma da Previdência Estadual pior que a de Bolsonaro. E inclusive taxando os aposentados e aposentadas, para eles voltarem a contribuir com a Previdência. Esse é o presente de Natal que o governador traz para você, aposentando. Por isso estamos convocando todos para juntos fazermos um grande movimento", diz Kassyus Lages.

O vice-presidente disse ainda que se o Governo não ouvir os sindicatos, os trabalhadores irão parar o Estado e mostrar a força que têm. Neste mesmo dia, ocorrerá também uma paralisação dos trabalhadores em Educação. 

"Os diversos argumentos apresentados pelo governo Wellington Dias, como, por exemplo, o do equilíbrio das finanças e o da segurança jurídica, não explicam, muito menos justificam, como um governador que tem sua origem política no movimento sindical defende teses e posturas neoliberais que atacam virulentamente aqueles e aquelas a quem deveria defender, os trabalhadores e as trabalhadoras", defende o Sindicato.

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