EM GRANDE ESTILO

Apresentação de acusado de executar estudante Gabriel Brenno vira "circo"

Coletiva, que virou dramalhão, foi convocada para mostrar o preso, exibido como troféu


A coletiva virou um

A coletiva virou um "circo" com vários atores Foto: Reprodução

Virou um circo a apresentação do réu confesso do assassinato do estudante Gabriel Breno, na manhã desta quarta-feira (7), na Delegacia Geral de Polícia Civil, na Praça da Bandeira, no Centro de Teresina. Uma coletiva, que virou dramalhão, foi convocada para mostrar o preso, exibido como um troféu. Mas a entrevista reservou outras cenas hilárias e grotescas: do choro de quem atirou pelas costas na nuca da vítima ao espetáculo particular de repórter policial, que já andou enveredando por outros gramados, acostumado a shows nas delegacias onde tem acesso aos processos e outros privilégios, com a conivência da autoridade policial.

A atração principal chegou ao local devidamente escoltada pelos policiais civis e foi colocado no “paredão” para fotos e vídeos, tendo com fundo o brasão da corporação, onde já estavam atores coadjuvantes, os delegados - 1º Distrito Policial, Divisão de Capturas, Diretoria de Inteligência, Delegacia Geral e outros.

Era o resultado das investigações, que duraram mais tempo que o prometido, mas que culminaram na prisão da "atração" principal, explorada à exaustão pelos programas sensacionalistas locais, de um drama policial que começou no dia 17 de julho, por volta das 7h, quando o estudante Gabriel Breno foi executado covardemente pelo pedreiro - agora um frágil chorão - que arquitetou a morte do amante da ex-mulher para vingar uma suposta traição. Vitima e pivô mantinha um relacionamento sexual iniciado nas aulas de academia. 

Um policial de azul procurou o melhor ângulo e se posicionou... no momento em que os jornalistas se aproximaram para a entrevista do ano. O cara ficou igual a um outro louro famoso, atrás do preso, com a mão no ombro do outro lado, num abraço pra lá de escandaloso - pra não dizer suspeito.

O repórter começou a gritar e iniciou um monólogo com o entrevistado ilustre, que a polícia jurou ter sob vigilância, monitorado 24h com os olhos da águia, mas que conseguiu permanecer foragido por três semanas. E só não completou o plano de fuga, com a ajuda da família e de outras pessoas, porque não conseguiu vender uma casa por R$ 80 mil no Residencial Verde Lar. em Teresina.

Aos prantos – e devidamente orientado pela defesa – o assassino chorou e pediu perdão a Deus. - E a quem mais? - quis saber o repórter escandaloso. À família do morto, emendou o acusado, antes de deixar a sala da coletiva com cara de vítima, para ser atuado, fazer exame de corpo de delito e ser levado para a Casa de Custódia, onde deverá aguardar preso – ou não – a decisão da Justiça. E foi justamente isso: Justiça, que a mãe de Gabriel cobrou hoje, ao saber da prisão do foragido. 

The end ? Não! Assistam as cenas dos próximos capítulos... 

Fonte: Polícia Civil do Piauí

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