CRIME VIRTUAL

Golpe envolvendo Miguel Rosal já aconteceu com vereadores e deputados do Piauí

Informação foi repassada pelo delgado José Anchieta, da Delegacia de Crimes Virtuais do Piauí


Delegado José Anchieta Neri

Delegado José Anchieta Neri Foto: Portal Campo Maior

Em entrevista ao Piauihoje.com na manhã desta terça-feira (11), o delegado José Anchieta Neri Neto, titular da Delegacia Especializada em Crimes Virtuais, afirmou que o crime envolvendo o nome do secretário municipal de Esporte e Lazer, Miguel Rosal, é mais comum do que se supõe e já aconteceu com vereador e deputado do Piauí, cujos nomes não revelou.

Sem poder repassar informações a respeito da investigação em andamento para descobrir quem está oferecendo vantagens na compra de veículos do Detran e fazendo vítimas em nome de Miguel Rosal, José Anchieta reforçou que a população deve tomar cuidado ao lidar e realizar negociações pela internet.

“Investigação em andamento a gente não pode passar informações, mas o que gente pode dizer é que qualquer pessoa que vá fazer um negócio ao vivo ou online tem que ter cuidado mínimo de se certificar que aquela pessoa com quem está conversando é quem diz ser. Não é porque vejo uma pessoa na rua que diz ser o Antônio Fagundes que eu vou acreditar que seja”, disse.

Segundo o delegado, as redes sociais facilitam para os bandidos. “É fácil pra qualquer um pegar uma foto que está em um portal, em um site e colocar num perfil do whatsapp e colocar no perfi do whatsapp. Já aconteceu com secretário, com vereador, deputados estaduais no Piauí e políticos do país inteiro. O estelionatário descobriu que o cidadão tem um poder de cuidado baixo e usa da imagem de figuras conhecidas para se passar por elas. Isso acontece no país inteiro e cabe ao cidadão ter o mínimo de atenção”, concluiu.

ENTENDA O CASO

O secretário municipal de Esporte e Lazar, Miguel Rosal, chegou a ser ameaçado de morte ao ter seu nome vinculado a um golpe de venda de veículos, inclusive, foi ameaçado dentro da secretaria municipal onde trabalha.

Bandidos teriam usado seus dados pessoais e fotos colhidas de suas redes sociais e criado um perfil falso no Facebook e WhatsApp para vender facilidades na compra de veículos do Detran que não foram a leilão e de carteiras de habilitação. As vítimas depositam 50% do valor combinado na conta dos bandidos e em seguida, estes somem, bloqueiam as vítimas das redes sociais sem qualquer explicação. 

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