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Audiência Pública discute transferência da Chesf do Piauí para o Ceará

Segundo a deputada Flora Izabel, caso haja a transferência, a economia do Piauí sofrerá forte impacto


Audiência Pública discute transferência da Chesf do Piauí para o Ceará

Audiência Pública discute transferência da Chesf do Piauí para o Ceará Foto: Piauí Hoje

A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) realizou, nesta quinta-feira (22), uma audiência pública para discutir a transferência do Centro de Operações Oeste da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) de Teresina para Fortaleza. O requerimento é da deputada Flora Izabel (PT), que ressaltou que o  Centro de Operações Oeste recebe energia da Usina de Itaipu e distribui para outros estados a partir de Teresina. "Se o centro for transferido, adverte, vai provocar graves prejuízos para a economia local e, principalmente, para os servidores", disse a deputada.

A audiência reuniu as comissões de Infraestrutura e Política Econômica, de Administração Pública e Política Social e de Energia e Mineração. Diretores da empresa e representantes do Sindicato dos Urbanitários, discutiram a proposta do Governo Federal com os parlamentares piauienses.

“A exemplo do que ocorreu com a Cepisa Equatorial com a demissão de mais de mil funcionários concursados, os empregados da Chesf também podem perder os seus empregos. A companhia está a 42 anos em Teresina e correm o risco de demissão caso a transferência seja concretizada”, afirmou Flora Izabel.


Flora Izabel disse que há duas décadas era presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais e naquela época o Governo Federal queria transferir o centro de compensação do Banco do Brasil e as superintendências da Caixa Econômica Federal e da Receita Federal para o Ceará, mas todos se engajaram na luta e conseguiram – inclusive com a participação do então governador Hugo Napoleão - manter as instituições no Piauí.

“O que queremos é mais empregos e não o fechamento de vagas. Precisamos nos unir contra essa transferência da Chesf porque isso vai contra o desenvolvimento do Piauí e contra os servidores, que depois de anos e anos de trabalho podem perder os seus empregos”, frisou.

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