EVENTO

Deputado Francisco Limma participa da Marcha das Margaridas

Líder do Governo na Assembleia Legislativa, Francisco Limma estava acompanhado do deputado federal Assis Carvalho


Marcha das Margaridas

Marcha das Margaridas Foto: Ascom

A maior marcha de mulheres da América Latina e uma das maiores concentrações de mulheres do mundo, a  Marcha das Margaridas parou Brasília nesta quarta-feira (14). O deputado estadual Francisco Limma (PT) mergulhou no “mar de mulheres”, junto com uma comitiva de mais de mil mulheres, trabalhadores rurais e quebradeiras de coco babaçu, quilombolas, que chegaram em 24 ônibus de todas as regiões do Piauí.

“É um grande evento, organizado pela CONTAG, MIQCB, MPA, organizações quilombolas e Indígenas, e vários outros movimentos de mulheres, que reuniu mais de 100 mil mulheres, camponesas,  indígenas e quilombolas, quebradeiras de coco babaçu... vindas de todos os estados do Brasil, defendendo seus direitos, contra a violência e pela democracia”, afirmou Limma.

Líder do Governo na Assembleia Legislativa, Francisco Limma estava acompanhado do deputado federal Assis Carvalho e da deputada Elisângela Moura (PCdoB), que chegaram ontem para a 6ª edição da Marcha das Margaridas, que este ano tem como temas a agroecologia e o enfrentamento da violência contra a mulher no campo.  

A marcha saiu do Pavilhão de Exposições, no Parque da Cidade, onde houve a concentração das mulheres, seguiu a pé pelo Eixo Monumental até o Congresso Nacional.

Quem foi Margarida

Margarida Maria Alves, 50 anos, foi executada por pistoleiros – levou um tiro de espingarda calibre 12 no rosto - na porta de casa, em Alagoa Grande, Paraíba, na noite de 12 de agosto de 1983. Dias antes de morrer na frente do marido e de um filho de 8 anos, Margaria previu o pior: "da luta não fujo. É melhor morrer na luta do que morrer de fome".
Naquela noite, tombava sem vida a primeira mulher presidente um sindicato de trabalhadores rurais no Brasil, depois de 12 anos à frente de um sindicato rural, que enfrentou e denunciou latifundiários, donos dos engenhos de cana-de-açúcar e fazendeiros.

Foram 72 ações na Justiça do Trabalho contra quem explorava os trabalhadores, cobrando carteira assinada, pagamento de férias, 13º salário e jornada diária de 8 horas para essas pessoas.

Os irmãos Amauri e Amaro José do Rego foram acusados da execução de Margarida. Diante da repercussão nacional e internacional, o crime foi denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

O Ministério Público denunciou também Antônio Carlos Regis, que teria contratado os pistoleiros a mando de fazendeiros da região. Os fazendeiros Aguinaldo Veloso Borges, Zito Buarque, Betâneo Carneiro e Edgar Paes de Araújo foram acusados de serem os mandantes.

Em 1988, Antônio Carlos foi absolvido por falta de provas. Um outro homem foi morto, três anos após o crime, após ter confessado participação no assassinato de Margarida.

Em 1995, o Ministério Público denunciou os fazendeiros Aguinaldo Veloso Borges, Zito Buarque, Betâneo Carneiro e Edgar Paes de Araújo como mandantes. Apenas Zito, que ficou três meses preso, foi levado ao tribunal e absolvido em 2001. Nenhum dos acusados está preso.


Fonte: Ascom

Próxima notícia

Dê sua opinião: