PACTO FEDERATIVO

Senador volta a criticar proposta que visa acabar com municípios: típica de burocrata

Proposta enviado ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro visa acabar com cidades com menos de cinco mil habitantes


Senador Marcelo Castro

Senador Marcelo Castro Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

O senador Marcelo Castro tornou a criticar a proposta do Governo Federal que visa extinguir mais de 1.254 municípios brasileiros, incluindo 78 cidades piauienses com menos de cinco mil habitantes e arrecadação própria menor que 10% de sua receita total.

"Acho que essa proposta foi feita por pessoas que não conhecem a realidade do Brasil, essa é uma proposta típica de burocratas, de pessoas que nasceram no asfalto, que nunca visitaram o interior do país, que trabalham dentro de quatro paredes com ar condicionado", disse.

A declaração foi dada durante entrevista na tarde desta terça-feira (03). Para Marcelo Castro, nenhum habitante das cidades atingidas pelo Pato Federativo é favorável à medida.

"Duvido que tenha um habitante de uma dessas pequenas cidades que seja favorável com uma medida dessas, simplesmente porque as pessoas nessas cidades vivem muito melhor, tem muito mais qualidade de vida do que tinham quando eram povoados e que viviam abandonados à própria sorte", analisou.

Segundo o emedebista, a proposta enviada ao Congresso Nacional pela equipe econômica do presidente Bolsonaro não tem chances de ser aprovada.

“A chance desse projeto de lei passar aqui no Congresso é abaixo de zero porque aqui tem representantes que conhecem a realidade do Brasil e não vivem dentro de quatro paredes no ar condicionado”, comentou.

Marcelo Castro citou ainda municípios piauienses como Morro Cabeça No Tempo e Guaribas. De acordo com o senador, os dois municípios tiveram grandes avanços desde que foram emancipados.

“Gosto de citar o caso de Guaribas e Morro Cabeça no Tempo, que são regiões distantes, isoladas e carentes. Guaribas tinha a menor renda per capita do Brasil, por isso se transformou em símbolo do programa Fome Zero que o Lula fez. As pessoas hoje na cidade têm mais educação, saúde, infraestrutura, assistência social saneamento, vivem muito melhor do que viviam quando era povoado”, concluiu.

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